Palácios e Solares de Portugal em panoramas 360º
Vila Viçosa tornou-se sede do importante ducado de Bragança quando D.Fernando (1403-1461) sucedeu a seu pai, tornando-se o 2ºDuque de Bragança, em 1461. Na verdade, o 2º Duque de Bragança recebera de seu avô, o Condestável do Reino, D.Nuno Álvares Pereira, o título de Conde de Arraiolos, pelo que quando chegou a Duque, não quis trocar as planuras alentejanas pelo Paço Ducal de Guimarães. Assim se estabeleceram os Bragança em Vila Viçosa, no primitivo Paço do Castelo. Porém, o seu filho, também D.Fernando (3º Duque de Bragança), veio a ser executado em 1483, por ordem de D.João II, acusado de traição, tendo a família sido exilada para Castela, de onde só regressaram em 1496, após a morte do Rei. Uma vez reabilitado o Ducado, o 4º Duque, D.Jaime, não quis habitar o Paço do Castelo, por estar ligado à memória do seu pai, mandando construir um palácio novo, no sítio chamado do Reguengo, assim começou a ser erguido o que é hoje o magnífico Palácio Ducal de Vila Viçosa.

O Palácio da Bolsa, na cidade do Porto, em Portugal, começou a ser construído em Outubro de 1842, em virtude do encerramento da Casa da Bolsa do Comércio, o que obrigou temporariamente os comerciantes portuenses a discutirem os seus negócios na Rua dos Ingleses, em pleno ar livre.
Com uma mistura de estilos arquitectónicos o edifício apresenta em todo o seu esplendor, traços do neoclássico oitocentista, arquitectura toscana, assim como o neopaladiano inglês.
Antiga Associação Comercial, serve agora para os mais diversos eventos culturais, sociais e políticos da cidade. O Salão Árabe detém o maior destaque de todas as salas do palácio devido, como o nome indica, a estuques do século XIX legendados a ouro com caracteres arábicos que preenchem as paredes e tecto da sala. É neste salão que tem lugar as homenagens a chefes-de-estado que visitam a cidade.
Desde D. João 1(1356-1433), existia neste lugar uma ermida/santuário mariano, dedicado a Nossa Senhora da Pena. Em 1493, o rei D. João II veio a este local cumprir uma promessa, acompanhado pela rainha D. Leonor. Foi com D. Manuel !, o grande monarca dos Descobrimentos portugueses, que se desenvolveu e enraizou o culto neste lugar, sendo construído, por ordem deste rei, um convento destinado à Ordem de São Jerónimo.

Primeiro foi construído um edifício em madeira (1503), porém, atendendo à vulnerabilidade e pouca duração do material, foi erguido, no mesmo local, um outro, mas em cantaria (1511).


Solar Barroco mais representativo do norte de Portugal. O seu corpo central e capela terão sido autoria de Nicolau Nasoni durante 1740-1743. Terá sido encomendada pelo 3° Morgado de Mateus, Antonio José Alvares Botelho Mourão. Existiria uma anterior casa no mesmo local que foi demolida para a construção desta. Foi restaurada e doada à fundação da Casa de Mateus por Francisco de Sousa Botelho. Trata-se da tradicional planta em U dos palácios barrocos em voga em Itália. O corpo central é atarvessado por uma passagem que interliga a entrada principal com o jardim voltado a nascente.

Um dos últimos grandes edifícios em estilo rococó erguidos na Europa, o palácio foi construído como um recanto de verão para D. Pedro de Bragaça, que viria a ser mais tarde marido e rei consorte de sua sobrinha, a rainha D. Maria I de Portugal.